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Sobre a Cidade de Juiz de Fora

Juiz de Fora é uma cidade brasileira importante, no Estado de Minas Gerais, situada na Zona da Mata Mineira. Pertence à microrregião de Juiz de Fora.

Foi fundada em 1850, a uma altitude de 695 metros. O seu município, o maior da micro-região, tem 1 442,9 km² e 450 288 habitantes (densidade: 312,1 h/km²), e é limitado a norte pelos municípios de Santos Dumont, Ewbank da Câmara e Piau, a nordeste por Coronel Pacheco e Chácara, a leste por Bicas e Pequeri, a sul por Santana do Deserto, Matias Barbosa e Belmiro Braga e a oeste por Santa Bárbara do Monte Verde, Lima Duarte, Pedro Teixeira e Bias Fortes.

Tem um PIB per capita de R$ 6,2 mil e uma das mais altas expectativas de vida do Brasil. Estrategicamente, localizada entre os maiores mercados consumidores do País, é dotada de toda a infra-estrutura exigida para modernos empreendimentos. Ocupando lugar de destaque em Minas em qualidade de vida e investimentos, Juiz de Fora também se destaca no ranking de desenvolvimento humano da Organização das Nações Unidas - ONU.

Juiz de Fora é um importante centro regional cultural, sendo a única cidade de sua microregião a ter cinemas, teatros, casas noturnas e outros locais de entretenimento funcionais. Há também um importante museu (o Museu Mariano Procópio) e uma Orquestra Filarmônica (a Orquestra Filarmônica Pró-Música). A cidade inclusive realiza anualmente uma festival de música clássica, o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga.

A vida cultural também é estimulada por uma Universidade Federal e diversos colégios particulares, fazendo do município um destino comum para estudantes. Alguns dos cursos na Universidade Federal de Juiz de Fora são considerados os melhores do Brasil.

A história de Juiz de Fora confunde-se com a história do século XIX mineiro. Situada na Zona da Mata, suas origens remontam à abertura do Caminho Novo, estrada criada para o transporte do ouro no século XVIII. Diversos povoados surgiram, estimulados pelo movimento das tropas que ali transitavam rumo ao Rio de Janeiro, a exemplo de Santo Antônio do Paraibuna, criado por volta de 1820.

Em 1850, a Vila de Santo Antônio do Paraibuna é elevada à categoria de cidade e, quinze anos depois, ganha o nome de cidade do Juiz de Fora. Este curioso nome gera muitas dúvidas quanto à sua origem. O Juiz de Fora era um magistrado nomeado pela Coroa Portuguesa para atuar onde não havia juiz de direito. A versão mais aceita pela historiografia admite que um desses magistrados hospedou- se por pouco tempo em uma fazenda da região, passando esta a ser conhecida como a Sesmaria do Juiz de Fora.

Mais tarde, próximo a ela, surgiria o povoado. A identidade exata e a atuação desse personagem na história local ainda são polêmicas. Um personagem de grande importância na cidade foi o engenheiro alemão Henrique Guilherme Fernando Halfeld que empresta seu nome a uma das principais ruas do comércio local. Halfeld, após realizar uma série de obras a serviço do Estado Imperial Brasileiro, acaba por fixar residência na cidade, envolve-se na vida política, constrói a Estrada do Paraibuna e promove diversas atividades no município, sendo considerado um de seus fundadores.

Mas contar a história de uma cidade é mais que citar seus personagens ilustres e seus feitos. Fazemos referência à população pobre e livre que vivia na cidade, responsável pelo pequeno comércio, produção de gêneros e utensílios de primeira necessidade e aos escravos, que constituíam, na década de 1860, quase 60% da população total.

A partir de 1850, Juiz de Fora passa a vivenciar um processo de grande desenvolvimento econômico proporcionado pela agricultura cafeeira que se expandia pela Zona da Mata Mineira, dando origem à formação de várias fazendas. Por iniciativa de Mariano Procópio Ferreira Lage, inicia-se a construção da primeira via de transporte rodoviário do Brasil: a Estrada União e Indústria, com 144 Km de Petrópolis a Juiz de Fora, com o objetivo de encurtar a viagem entre a Corte e a Província de Minas e facilitar o transporte do café. Para sua construção foram contratados técnicos, engenheiros e artífices alemães.

Anos depois, Mariano Procópio cria um núcleo colonial voltado para a produção de gêneros agrícolas, dando origem à Colônia D. Pedro II, composta de 1.162 imigrantes alemães. Esta colônia não conseguiu se manter por muito tempo, levando muitos colonos a abandonar suas terras em direção à cidade, engrossando as fileiras do nascente proletariado industrial.

No século XIX, Juiz de Fora tornou-se um dinâmico centro econômico, político, social e cultural. Aos poucos, suas funções se ampliam, ganhando ares de cidade moderna, ponto de confluência da população circunvizinha. Ganha um plano de demarcação e nivelamento de ruas, telégrafo, imprensa, banco, bondes. Houve a implantação de iluminação pública, que inicialmente era a gás e, depois, em 1889, elétrica.

Os ganhos obtidos com o café, associados às facilidades de transporte, energia e mão-de-obra, acrescida com a chegada de centenas de imigrantes italianos, possibilitaram um intenso desenvolvimento industrial, e a cidade passa a ser denominada "A Manchester Mineira". Os setores que mais se desenvolveram foram o da indústria têxtil e, em segundo lugar, o da produção de alimentos.

Juiz de Fora, no final do século XIX, possuía uma dinâmica vida cultural, representada pelos teatros, jornais, colégios e intensa atividade literária. A própria arquitetura reflete a prosperidade econômica e cultural, por meio do estilo eclético das construções, com diferentes manifestações do passado: o gótico, o grego e com a introdução, neste século, do Art Nouveau e Art Deco. Mais tarde, na década de 50 do nosso século, encontramos construções com concepções modernas, como as obras de Oscar Niemayer e os painéis de Di Cavalcanti e Cândido Portinari.

Durante todo o século XX Juiz de Fora se destacou nos grandes momentos históricos do País. E, após viver um período de relativa decadência industrial a partir da década de 1940, passou a se destacar pelo crescimento dos setores comercial, industrial e de prestação de serviços, o que a coloca como a segunda cidade de Minas Gerais e a Capital da Zona da Mata Mineira.


Last modified 23/02/2006 03:41:PM



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